Era uma vez...
Ah! Eu não sabia de nada. 9 anos, pequena demais...
Mas descobri um enorme tesouro
que me acompanha até hoje.
Num domingo em visita à minha prima (coisa que se fazia
naquela época), ví,lá numa estante de livros, em seu quarto, pois era lá que
brincávamos de boneca, uma pilha de revistinhas , um pouco desorganizadas,
pequenas e fininhas. Comecei a ordená-las, coisa que sempre gostei. Ordem.
Cada uma que pegava, ficava encantanda com os desenhos, com as capas
coloridas e o que foi mais fascinante:
as páginas eram formadas por
vários quadradinhos, cada um com imagens de uma historinha. Engraçado o sistema
da história, não era como livro, porque
as conversas entre os personagens eram colocadas dentro de um balãozinho
sobre a figura, percebi que estavam
conversando.
Meu pai não gostava que lêssemos
esse tipo de revista, portanto, não entrava em casa. Somente livros.
Fiquei tão
empolgada que, a cada domingo que íamos ver minha tia, eu corria lá no quarto,
me sentava no chão entre as bonecas e, me deliciava, viajava no tempo, nem
olhava para os lados, mas bem preocupada
que meu pai pudesse aparecer e interromper aquele mundo fantástico em que
estava vivendo .
E foi assim que me apaixonei por
gibis.

